7 fatos surpreendentes sobre a castanha de caju que você não sabia
Equipe Suprema CajuCompartilhar
A castanha de caju é um dos produtos mais icônicos do Brasil — mas poucos conhecem sua história e suas particularidades. Separamos 7 fatos que vão te surpreender.
1. A castanha fica do lado de fora do fruto
Ao contrário de qualquer outra fruta, a castanha de caju não fica dentro do fruto — ela fica pendurada na ponta do pedúnculo (o "caju" laranja ou vermelho). Botanicamente, a castanha é o fruto verdadeiro. O pedúnculo carnoso é apenas um acessório.
2. Ela não é uma noz
Apesar de ser chamada de "castanha", ela não pertence à família das nozes. É uma semente — a única semente do fruto verdadeiro do cajueiro. Cada cajueiro produz um fruto por vez, com uma única castanha.
3. A casca é tóxica
Entre a casca externa e a interna da castanha existe um líquido cáustico chamado LCC (Líquido da Casca da Castanha de Caju), rico em ácido anacárdico. Por isso, a castanha nunca deve ser consumida crua diretamente da árvore — o beneficiamento remove esse líquido com segurança.
4. O Brasil é o berço do cajueiro
O cajueiro (Anacardium occidentale) é originário do Brasil, provavelmente do litoral norte entre o Ceará, Maranhão e Pará. Os portugueses levaram a planta para a África e Ásia no século XVI — e hoje países como Vietnã e Índia são grandes produtores, mas a origem é 100% brasileira. No semiárido nordestino, aliás, o cajueiro cumpre até hoje um papel ambiental que pouca gente conhece — contamos em como o cajueiro alimenta e protege o semiárido.
5. O pedúnculo tem mais vitamina C que a laranja
O caju (pedúnculo) contém cerca de 5 vezes mais vitamina C que a laranja. Apesar disso, é pouco aproveitado industrialmente fora do Brasil — grande parte é descartada durante o beneficiamento. Essa história rende um capítulo próprio: veja o que acontece com o pedúnculo do caju.
6. A castanha de caju é sempre cozida antes de chegar até você
Mesmo as castanhas vendidas como "naturais" passam por um processo de cozimento durante o beneficiamento para eliminar o LCC tóxico da casca. A diferença entre "natural" e "torrada" no mercado se refere ao grau de tostagem adicional após esse processo.
7. O Ceará produz mais de 60% da castanha brasileira
O estado é o maior polo cajueiro do país, com clima e solo ideais para o cajueiro. Cidades como Pacajus concentram grandes usinas de beneficiamento que abastecem o mercado nacional e exportam para o mundo. Para entender por que o estado lidera com folga, leia Ceará e o protagonismo na produção de castanha de caju — e como esse setor impacta as comunidades locais.